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Dicas e cuidados com pessoas acamadas

Guia com cuidados e dicas para pessoas acamadas

Ao cuidar de uma pessoa acamada devido a uma cirurgia, idade ou a uma doença crônica, é importante que o responsável siga algumas instruções básicas sobre necessidades e cuidados gerais. O objetivo principal é manter a pessoa confortável e, ao mesmo tempo, prevenir o desgaste físico e possíveis dores. 

Neste artigo reunimos dicas de como cuidar de uma pessoa acamada no dia a dia. Vale reforçar que este não é um material apenas para cuidadores profissionais – pelo contrário, muito do que está reunido aqui tem como foco auxiliar familiares que estão desempenhando essa função em casa.

Partindo do princípio, o termo “pessoa acamada” refere-se a alguém dependente. Em relação ao motivo da dependência, este pode variar em inúmeros casos, mas, em muitos, um dos maiores cuidados é com a saúde emocional. Quando estamos tratando de um idoso, por exemplo, é fundamental conhecê-lo e saber suas vontades. Estar imóvel ou com comandos limitados não significa prejuízos também na parte cognitiva. No entanto, também existem aqueles que não possuem essa autonomia e, então, as decisões ficarão a cargo do responsável. 

Diante de tantas atribuições e cuidados, lidar com uma pessoa acamada pode ser bastante desafiador. Por isso, a importância de conhecer o básico que precisa ser feito para o bem-estar do próximo. Entre as funções será preciso administrar remédios, acompanhar em consultas, realizar cuidados de higiene íntima, banho, alimentação, auxiliar na locomoção e identificar problemas de saúde. 

O que é uma pessoa acamada?

Uma pessoa acamada por algum motivo – doença, acidente, cirurgia ou idade – perdeu a ou está com mobilidade reduzida. Diferentemente de um paciente com recomendações para descanso no leito, os acamados não se levantam para tarefas pequenas, como banho ou necessidades fisiológicas. Dessa forma, todos os cuidados devem ser oferecidos na cama. Daí, o termo. 

A importância de se ter ótimos equipamentos de cuidados vem do princípio de que pessoas acamadas apresentam uma saúde mais sensível. Como maiores riscos de atrofia muscular, ganho de peso, problemas pulmonares, trombose e escaras por pressão, por exemplo. Aparelhos adequados podem evitar ferimentos, quedas, dores, entre outros acidentes e inflamações mais graves. 

Cuidados básicos com pessoas acamadas 

Conforme vimos no item acima, o conforto é o principal objetivo de todos os cuidados. Virar a pessoa, no máximo de três em três horas, por exemplo, evita o aparecimento de escaras na pele. Levanta-lá sempre que possível, permitindo que coma ou veja televisão com os familiares em outro ambiente, também é benéfico para o bem-estar. Assim como exercícios com as pernas, braços e mãos são ótimos se realizados duas vezes por dia, as atividades ajudam a manter a força e a amplitude das articulações. 

Além disso, é recomendado preservar a pele bem hidratada com um creme hidratante pós banho, esticar bem os lençóis e ter outros cuidados que impeçam o surgimento de feridas na pele. 

A verdade é que cuidar de uma pessoa acamada envolve muitos aspectos e para lhe auxiliar, listamos algumas dicas que devem ser guardadas e realizadas: 

  • Cuidados higiênicos (além da saúde, pois ajuda na autoestima do paciente);
  • Atenção também aos cuidados dentários;
  • Unhas e cabelos devem ser aparados com a frequência necessária;
  • Alimentos com valor nutricional;
  • Acompanhamento médico frequente;
  • Mantê-los entretidos;
  • Ambiente arejado;
  • Trocas regulares da roupa de cama.

Cama hospitalar 

Investir em uma cama hospitalar em casa é uma das melhores soluções tanto para o acamado, quanto para o responsável por seus cuidados. Atualmente, há modelos de cama que possibilitam que as pessoas com limitações ou restrições de movimentos obtenham mais conforto. Além disso, preservam a saúde física, auxiliam em dores na coluna e também combatem os refluxos digestivos.

As camas articuladas são formadas por seções móveis de estrado que são movimentadas de ângulo com o auxílio de uma manivela ou de um motor elétrico. Muitas já oferecem um design robusto e até silencioso, possibilitando ajustes da cabeça aos pés. Algumas opções mais simples contam apenas com cabeceira articulada, outras possuem a possibilidade mais próxima a área das pernas com o intuito de diminuir a pressão nos joelhos. 

A inclinação de 45º na cabeceira com um pouco de articulações dos joelhos, por exemplo, é excelente para diminuir dores nas costas – em especial aquelas geradas por hérnias de disco. Agora, as posições das pernas levemente acima da posição do coração favorecem a circulação do sangue pelo corpo.

Poltronas

Poltronas específicas para pessoas com movimentos restritos, como idosos, representam mais do que apenas um local alternativo de descanso – o móvel pode significar maior independência e, com isso, ser ainda mais útil. Para o momento de escolha de modelos, o cuidador deve levar em consideração a personalidade, limitações e o conforto do familiar. 

Hoje, existem diversas opções que alinham o design e as funcionalidades necessárias. Inclusive, muitos preferem estar na poltrona do que na cama. Isso porque, geralmente, ela está localizada na sala, ou seja, no centro da casa e das interações com os outros moradores. 

Poltronas ou cadeiras reclináveis

A alternativa reclinável é uma das mais confortáveis, justamente, por reclinar. O modelo permite ao usuário passar da posição vertical para a posição deitada com maior autonomia – por isso são ideais para pessoas idosas que ainda apresentam alguma mobilidade. Neste caso, o apoio permanente também oferece aos parentes mais tranquilidade de que eles podem se levantar sozinhos e com segurança.

Poltronas de repouso

As poltronas de repouso são mais comuns em clínicas e hospitais. Elas trazem conforto e segurança para o paciente, mas ainda assim possuem limitações quanto à movimentação da própria. Em geral, o modelo é limitado a três movimentos que permitem alguma sustentação de pés em elevação ou encosto mais confortável. São recomendadas apenas para períodos curtos, como um banho de sol, ao contrário das cadeiras reclináveis que podem substituir perfeitamente o uso do sofá. 

Quarto do acamado

Geralmente, pessoas acamadas ou idosos precisam fazer algumas adaptações em casa. O quarto deve ser arejado e ter boa ventilação. O ambiente fechado concentra bactérias, vírus, ácaro e outros microrganismos, ou seja, maior risco à saúde. A limpeza do quarto também deve ser diária. Como dica, evite a vassoura e prefira o aspirador de pó. Para limpar o chão, use um pano com água e algum produto que ajude a desinfetar o local, mas sem cheiro forte, como água sanitária diluída.

Em casos de idosos ou pessoas que usem fraldas, o truque é manter um forro plástico entre o colchão e o lençol. O colchão também pode ser limpo com aspirador de pó a cada 15 dias e colocado no sol junto com os travesseiros neste mesmo intervalo. Já as roupas de cama devem ser trocadas quase diariamente.

Poltrona hospitalar homecare

A importância da higienização

Com a mobilidade reduzida, existem maiores dificuldades para ir ao banheiro e realizar as tarefas de autocuidado. Como dica entre os profissionais da saúde, as trocas de fralda devem ser realizadas pelo menos a cada quatro horas. 

A escovação dos dentes também deve ser feita após todas as refeições com uso de enxaguante bucal não-alcoólico. E, se houver prótese dentária, é importante observar se existe alguma lesão na língua e nas bochechas pois podem causar algum tipo de incômodo. Já as unhas precisam estar sempre curtas e lixadas para evitar que se machuquem ou mantenham sujeiras. 

Cuidados com a Covid-19

Durante a pandemia de coronavírus, os cuidados para proteger uma pessoa acamada contra a doença são os mesmos do restante da população, mas a atenção deve ser redobrada. Se o responsável tiver contato com a rua, o ideal é que ele troque de roupa e se higienize antes de entrar no ambiente onde está o familiar.

Manter os cabelos presos, usar touca e ficar de máscara – trocando-a a cada duas ou três horas, também é o mais indicado de acordo com a área médica. E, infelizmente, como sabemos, neste momento quanto menos contato pessoal melhor. Isso vale mesmo se o idoso já estiver vacinado, por exemplo. O importante é protegê-lo até que todos na casa estejam imunizados. 

Quando uma pessoa acamada deve ir ao médico? 

Em casos de emergência, como queda ou piora do quadro, o paciente acamado deve ser levado ao médico. O ideal é utilizar o transporte em ambulância para aumentar a segurança. No caso de consulta de rotina, deve-se chamar um médico para atendimento em casa.. Alguns dos fatores para se ter atenção, são:

  • Escara (úlcera de pressão);
  • Congestão pulmonar;
  • Perda de apetite;
  • Distúrbios do sono;
  • Depressão.

Pessoas acamadas precisam de cuidados detalhados 24 horas por dia. A compra de móveis mais adequados, a criação de um ambiente confortável e a garantia da higiene no dia a dia podem prevenir problemas sérios de saúde. Aliás, como responsável, estar atento à própria saúde também é muito importante. Siga as dicas acima e sempre busque ajuda quando necessário!

Como abrir um consultório médico

Como abrir um consultório médico? Requisitos, documentações necessárias e principais dicas

Uma questão muito comum entre os profissionais da saúde, principalmente entre os médicos recém-formados, é: como abrir um consultório ou uma clínica? Afinal, mesmo que dedicado à medicina, o espaço será uma empresa como outra qualquer – o que implica documentações, avaliações de órgãos públicos, investimento, organização financeira, divulgação e legalização. 

Inclusive, não são poucas as burocracias que precisam ser consideradas para construir seu próprio endereço. Mas, calma, vamos ajudá-lo a se preparar para todas as tarefas e você verá que, seguindo os passos, não será difícil formar um consultório do zero e mantê-lo. Ao longo do texto, explicamos todos os requisitos necessários e as principais dicas de como abrir seu negócio na área da saúde. 

Requisitos básicos para abrir consultório médico 

Entre os requisitos mais básicos a serem realizados, há exigências legais e administrativas que precisam ser providenciadas logo no início da abertura do seu consultório. Ou seja, o primeiro passo é agilizar todas as questões burocráticas. Como passo número um, será fundamental conhecer as normas obrigatórias para montar uma clínica médica.

O grande desafio aqui será a capacidade de gestão, afinal, o profissional será além de médico, um empreendedor. Construir um espaço próprio é desejo da maioria dos médicos ao concluir o curso, se especializar ou finalizar a residência. Trabalhar para si próprio garante maior flexibilidade e liberdade, além de geralmente também implicar em vantagens financeiras e otimizar o tempo para novos trabalhos. 

Aliás, de acordo com um estudo realizado pelo Censo de Demografia Médica, nos últimos cinco anos, aproximadamente 60% dos médicos brasileiros disseram preferir atuar em clínicas privadas para maior retorno salarial. Com alguns dos benefícios de um colutório próprio em mente, vamos às dicas e etapas para realizar essa inauguração.

Planejamento

As etapas de planos costumam ser as mais complexas e cansativas, mas também é parte essencial para que seu consultório tenha sucesso e alcance resultados positivos no futuro. 

Antes de mais nada, pense no valor de investimento disponível, nos horários de funcionamento do novo endereço, nos equipamentos médicos necessários em sua área de atuação, preços dos serviços a serem cobrados, número de pacientes que você pode atender, se irá ou não inserir convênios de saúde e nos valores do espaço. E, para todos estes tópicos, claro, vale uma boa pesquisa para visualizar o cenário real versus o ideal. 

Um bom planejamento evita uma série de mudanças e novos gastos a todo tempo, o que prejudica o crescimento do lugar.

Estabeleça seu público-alvo 

Definir o perfil do paciente que você quer atender é muito importante para entender quais investimentos serão necessários e por quanto você conseguirá estabelecer o valor médio de sua consulta e outros procedimentos, por exemplo. 

Para isso, pesquise a faixa etária, renda e qual a demanda para a especialidade que irá oferecer. As informações encontradas a partir dessa busca formarão a base para estipular seus rendimentos. Também procure traçar o melhor local para construir seu consultório e como realizar a divulgação.

Categorize qual será a descrição do seu atendimento 

De acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS), existem 54 categorias de estabelecimentos médicos. Isso significa que ao abrir o seu consultório, será preciso enquadrar seu empreendimento em uma das nomenclaturas listadas no site da organização. Entre as mais comuns no país, podemos destacar três tipos.

Clínica médica popular

Considerado o perfil de estabelecimento médicos que mais cresce no Brasil, as clínicas populares são aquelas que apresentam extensa pluralidade de atendimentos, baixo custo e rápida procura de pacientes. Em geral, esse modelo de serviço conta com parcerias com convênios de saúde.

Consultório de até duas especialidades

Esse segue o perfil mais tradicional de negócio, que seria a união de até dois sócios com especializações diferentes, mas que se complementam de alguma forma ou atuam para um público-alvo semelhante. Como, por exemplo, nutricionais e endocrinologista ou ginecologista e dermatologista. 

Clínica geral focada na realização de procedimentos médicos

A clínica geral nada mais é do que um estabelecimento focado em atender todas as queixas de pacientes já adultos, relacionando todos os sintomas com os organismos do corpo. O resultado é um diagnóstico geral do paciente com encaminhamento a especialistas.

Escolha a localização e fique atento com a estrutura 

Optar pela localização certa do seu consultório requer muita pesquisa e análise, pois envolve desde o investimento de capital disponível, o acesso do público escolhido, conforto nas instalações, espaço adequado para salas de consulta, equipamentos para exames, recepção para a espera, estrutura de atendimento, decoração, claridade e limpeza. 

A decoração também pode ser um aspecto importante na hora de passar confiança e organização aos pacientes. Já a limpeza e manutenção, claramente, são indispensáveis e devem seguir todas as exigências e normas estabelecidas pela Anvisa.

Sistemas para gestão de casas de repouso e lar de idosos

Abrir um consultório médico: pessoa física ou jurídica?

O conselho principal aqui é sempre optar por começar um negócio, mesmo que na área da saúde, como pessoa jurídica. Levando em consideração que para abrir um consultório será necessário cumprir exigências legais de forma idônea, tendo o local regulamentado nos órgãos fiscalizadores, deve-se atuar como pessoa jurídica – que é a nomenclatura para se atuar em empresas. 

Dessa forma, também fica mais simples separar despesas pessoais dos investimentos do consultório e escolher o regime tributário apropriado. 

Documentos e normas importantes

O começo pode parecer complexo, mas há uma série de ferramentas e organizações que auxiliam no cumprimento de exigências. No site oficial do Sebrae, a instituição disponibiliza um guia completo para elaborar seu plano de negócios. Seguindo os passos estabelecidos no documento, o gestor consegue definir o escopo do empreendimento e dar entrada na documentação necessária.

A seguir, elencamos os principais pontos relacionados à burocracia necessária para a abertura de uma clínica médica. Basicamente, precisará buscar por autorizações legais para iniciar as atividades, como uma autorização do Corpo de Bombeiros, outra da Vigilância Sanitária, alvará de funcionamento e o cadastro no CNES, que é um registro exigido para todos os estabelecimentos que oferecem serviços para a área da saúde. 

CNAE

O CNAE é o registro na Classificação Nacional de Atividades Econômicas, este vai de acordo com a natureza dos serviços prestados. Para este processo, é apresentada uma lista oficial criada e atualizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que padroniza os critérios de tributação e estabelece códigos específicos para as atividades econômicas.

O documento basicamente especifica as atividades com base em cinco critérios: seção, divisão, grupo, classe e subclasse. Para se ter uma ideia de como funciona, a Subclasse 86.30-5, por exemplo, refere-se a atividades ambulatoriais executadas por médicos e odontólogos. Também é nela que se enquadram a maioria dos consultórios médicos.

Alvará de funcionamento 

O alvará de funcionamento é uma licença expedida pela prefeitura municipal da cidade onde o consultório ou clínica funcionará. 

Em geral, os estabelecimentos não enfrentam grandes problemas para conseguir a documentação. O que pode acontecer é ser necessário que o profissional assine um termo de responsabilidade técnica, mas isso é mais comum em condomínios.

Uma dica importante: antes de alugar ou comprar um imóvel, consulte um engenheiro ou arquiteto para verificar se o local atende às exigências para os serviços que a empresa oferecerá para a população. Em clínicas, consultórios e outros estabelecimentos que tenham alto grau de risco sanitário, será necessário apresentar um número maior de documentações e receber a visita de um inspetor da Anvisa para o licenciamento.

Quando falamos em grau de risco sanitário, nos referimos ao entendimento de um potencial dano à integridade física, saúde humana e ao meio ambiente da atividade econômica exercida (definida conforme a CNAE). 

Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros é responsável, em nível estadual, pela garantia das normas mínimas de segurança contra incêndio e outros agravantes que comprometem as edificações.

Antes de abrir sua unidade de saúde, será preciso solicitar o certificado de conformidade junto ao órgão no seu estado. Para isso, na maioria dos casos, será solicitada a entrega da documentação da clínica ou consultório presencialmente e aguardar até um mês pela vistoria. Dependendo do laudo, será ou não necessário realizar adequações solicitadas. 

Certificado de limpeza urbana

De acordo com a legislação, os resíduos gerados em um consultório médico não são vistos como um lixo comum encontrado nas residências. Os materiais usados podem apresentar risco de contaminação, o que exige um descarte especial, realizado pela prefeitura. 

Para que sua clínica entre na rota, deve-se efetuar um cadastro no departamento de limpeza urbana, que emitirá um certificado especial liberando a coleta. 

Dicas extras para abrir um consultório médico

Gestão

Pesquisar por modelos de gestão e inserir softwares para auxiliar nos processos podem fazer toda a diferença na organização e otimização do consultório. Desde a implementação de agendas online, controle de finanças até relatórios de pacientes, eles são exemplos de ferramentas que melhoram a rotina em clínicas e hospitais. 

Inclusive, a busca por implementações de tecnologia em todos os processos de trabalho de uma empresa vem se tornando comum devido a facilidade de uso e melhoria nos resultados a curto prazo. Não à toa, as vantagens refletem em diversos setores e entre os principais benefícios, estão:

  1. Segurança de todas as informações armazenadas no sistema;
  2. Controle total e eficiente da gestão financeira (fluxo de caixa e custos fixos);
  3. Acessibilidade de dados mesmo fora do ambiente de trabalho (acesso remoto); 
  4. Otimização do tempo e organização de processos;
  5. Agenda médica online;
  6. Integração de dados e cruzamento de informações;

Contratação

Formar a equipe do seu consultório também pode ser um grande desafio, mas é um ponto fundamental para o crescimento e qualidade de seus serviços. Mesmo que você comece com um consultório de pequeno porte é necessário investir em uma recepcionista e um profissional responsável pela limpeza, por exemplo. 

O tamanho dos serviços realizados no consultório ou clínica podem começar a exigir outros profissionais, tanto na área de saúde quanto na administrativa. Sendo assim, você deve ter atenção às demandas de seus pacientes e ao rendimento de seus funcionários. 

Lembre-se ainda dos gastos com impostos, benefícios trabalhistas e treinamento. Manter uma equipe capacitada é fundamental para a qualidade do seu consultório. 

Mobília

Equipar o seu consultório ou clínica de saúde com bons móveis e itens de decoração faz toda a diferença. Além dos itens adequados para os seus procedimentos oferecidos, investir na sala de recepção também é necessário para causar um primeiro bom impacto – além de proporcionar conforto para seu paciente e acompanhante.

Recepção de consultório médico

Marketing e divulgação

Promover o consultório é muito importante para atrair novos pacientes e tornar o local conhecido no entorno e no meio digital. Portanto, contratar uma agência de marketing pode ser uma boa forma de divulgar seu negócio. Otimizar seus resultados por meio da comunicação e do trabalho de especialistas na área exige investimentos e cuidados, mas traz ótimos desempenhos.

Sem estratégias eficazes é difícil atrair pacientes para o consultório. Até porque, embora haja de fato oportunidades de expansão, o setor de saúde costuma enfrentar uma certa competição, principalmente nas áreas metropolitanas. Entre as soluções disponíveis, investir em marketing digital é uma das soluções mais promissoras pois significa redução de custos e resultados animadores. 

Conclusão

Por fim, podemos concluir que um bom atendimento é a alma do negócio, mas burocracias são sempre necessárias e devem ser seguidas. Neste artigo, apresentamos os principais requisitos e padrões para a instalação de um consultório médico – pode parecer uma tarefa complexa por todas as avaliações que o processo exige, mas nada que um bom planejamento não resolva!

Arquitetura hospitalar, rodapé para piso de hospital

Arquitetura hospitalar: normas e a construção de ambientes saudáveis

Projetos especializados para a arquitetura hospitalar visam a recuperação da saúde de pacientes e exigem cuidado com diversos pontos de sua construção. Não à toa, é preciso seguir uma série de normas, como a RDC nº 50, do Ministério da Saúde, que é o documento oficial para o planejamento, programação, elaboração e avaliação de obras em ambientes assistenciais da área. O regulamento deve ser um norte para profissionais que desejam realizar todo o processo proporcionando segurança e bem-estar. 

Além deste, há outros que contribuem efetivamente para o bom funcionamento dos estabelecimentos da saúde. A Anvisa, por exemplo, também elabora manuais com orientações e normas técnicas que devem ser incrementadas à risca. Estar com todos esses parâmetros de segurança higiênico-sanitária em prática é essencial para garantir a saúde dos pacientes, evitar infecções e até mesmo o básico, como conseguir certificações de funcionamento. 

A Anvisa criou especificações e normas para cada setor da saúde. Para hospitais, por exemplo, o título é o “Manual Prático para Arquitetura em Hospitais”, que carrega referências para entender melhor como se deve proceder em projetos arquitetônicos e cada cômodo. O guia prevê a importância em desenvolver um mapa de risco hospitalar para que todos estejam cientes da estrutura e possam garantir a segurança do paciente.

Inclusive, o Brasil é um dos países com normas mais avançadas em relação à arquitetura hospitalar – o que reflete 100% em toda a qualidade dos espaços de serviços ligados ao setor. Porém, como aspecto negativo, elas não são atualizadas há algumas décadas e, para melhores orientações, deveriam passar por algumas revisões mais modernas. Por outro lado, não devem ser menosprezadas em nenhuma hipótese.

Outro ponto para os profissionais se atentar ao lidar com arquitetura hospitalar é o planejamento de móveis e estruturas que possam ser adaptados permitindo reformas e ampliações com pouco deslocamento. 

Normas para arquitetura hospitalar e materiais

Os materiais utilizados também são importantes na arquitetura hospitalar. Muitos profissionais acabam dando mais atenção às regras e abrem mão da escolha correta das matérias-primas. 

Optar por um produto que seja fácil de limpar, com boa durabilidade e que não acumule sujeira, devem estar entre os principais tópicos. Pensando nisso, listamos duas dicas fundamentais: 

Emendas e rachaduras 

Estruturas podem acumular bactérias em suas emendas ou ranhuras provocadas pelo uso. O mais seguro é optar por materiais moldados e estar atento a possíveis rachaduras que possam surgir com o tempo de uso. Solicitar uma peça única aos fornecedores é um dos caminhos mais assertivos.

Materiais naturais

Madeira, mármore e outras estruturas naturais são incríveis estéticamente, mas não são as mais indicadas para ambientes da área hospitalar. Isso porque, por serem naturais, favorecem a proliferação de microorganismos. 

Para proporcionar um espaço aconchegante, o ideal é buscar por cores e materiais que simulam texturas naturais, mas sejam indicados em normas que preveem a higiene sanitária. 

O que mais influencia a arquitetura hospitalar? 

Há fatores que podem influenciar diretamente na saúde, bem-estar e na recuperação dos pacientes. Listamos alguns que são essenciais em projetos hospitalares.

Temperatura

O conforto térmico é fundamental em ambientes da área da saúde, mas a temperatura utilizada deve preservar aparelhos e diminuir a proliferação de vírus e bactérias. Consequentemente, ajudando na melhora do quadro clínico dos pacientes. 

Ventilação

A ventilação natural é extremamente importante para a renovação constante do ar nos espaços da clínica e hospital. Além de auxiliar no combate às infecções e transmissão de doenças por meio da incubação de microrganismos na atmosfera, áreas abertas transmitem mais tranquilidade aos pacientes e familiares. 

Em casos de doenças transmissíveis, o isolamento é desenvolvido de maneira segura prezando pela recuperação e que este se sinta confortável, sem que ocorra o contágio de terceiros. 

Iluminação

Poucos projetistas levam esse detalhe em consideração, mas a iluminação atua no equilíbrio psicofisiológico dos pacientes. O fator é capaz de promover a humanização dos cômodos proporcionando uma sensação de aconchego, melhorando o humor e, dessa forma, o processo de recuperação.

Acessibilidade

Obviamente, estabelecimentos do setor devem estar preparados para receber pessoas com as mais diversas necessidades, desde básicas até específicas. E, para zelar pela saúde e acesso de todos, em suas diferentes condições, toda a estrutura deve ser apta ao uso de muletas, cadeira de rodas, idosos, crianças e gestantes. 

Decoração

Além da decoração e da iluminação, as cores de um ambiente interferem diretamente no humor e relaxamento das pessoas. Em geral, centros de saúde optam por cores frias, representando higiene e neutralidade.

Mas, com a modernização da arquitetura hospitalar, os tons neutros estão cada vez mais dando lugar a cores alegres e quentes – que buscam transparecer acolhimento e bem-estar. Com os novos caminhos, diferentes revestimentos com texturas passaram a ser uma ótima saída para deixar o básico de lado, focando no conforto e sofisticação.

Modelos de cama hospitalar

Normas técnicas para acabamentos na arquitetura hospitalar

Piso

De acordo com a Anvisa, a RDC 50 prevê que em áreas de maior cuidado o piso deve apresentar impermeabilidade menor ou igual a 4%. Além disso, o documento orienta o uso do piso vinílico em manta, já que este é um tipo mais econômico e duradouro.

Vale lembrar que área crítica é todo ambiente com alto risco de contaminação e infecção. Ou seja: UTIs, salas de cirurgias, bancos de sangue e similares. A regra se estende como um conselho para as semi-críticas, que são os ambulatórios e enfermarias.

Com inúmeras limpezas, o revestimento do piso deve ser resistente para que o uso de produtos em excesso não danifique a sua qualidade. E, assim como as estruturas, ele não pode possuir emendas ou juntas para não acumular sujeiras.

Também por indicação da Anvisa, não se deve usar cimento para o rejunte de peça em áreas críticas sem que haja um agente anti absorvente, pois pode gerar o acúmulo de impurezas. 

Tintas

Na arquitetura hospitalar, o modelo de tinta utilizado é um especial para ambientes que necessitam de higienização para eliminar contaminações sérias como centros cirúrgicos, consultórios e clínicas. Seu objetivo é impedir a proliferação de microrganismos com uma tecnologia que desnatura a parede e a membrana celular das bactérias, impedindo sua divisão celular. 

No mercado, as tintas para hospitais são apresentadas em diversas subcategorias, como a antialérgicas e a anti-mofo. Ambas são fáceis de limpar e evitam a proliferação de bactérias, essencial para ambientes hospitalares. Agora, se o ambiente estiver ocupado, a tinta deve ser sem odor e de secagem rápida, o que evita o incômodo e complicações em pacientes. 

Ao todo, as linhas de tinta hospitalar possuem alta cobertura, boa resistência e são desenvolvidas de acordo com as normas e com alto grau de fungicidas e bactericidas que diminuem a proliferação de mofo e bactérias.

Materiais de acabamento para hospitais

Locais que exigem planejamento espacial na arquitetura hospitalar

Escadas

As escadas para hospitais apresentam normas específicas da Anvisa – além de ser obrigatório a ausência de espelhos vazados, o piso das escadas deve conter revestimento antiderrapante.

Rampas

O material do piso não deve ser muito escorregadio, para evitar qualquer tipo de acidente nesta área.

Rodapés

Os rodapés também precisam de atenção especial, pois exigem uma limpeza completa em todo o ambiente hospitalar. Seguindo todos os requisitos exigidos pela Anvisa, o melhor tipo é aquele com alta durabilidade, resistência e fácil limpeza para resistir a fungos e bactérias. 

Em clínicas e hospitais, a norma RDC 50/2002 estabelece que a junta entre o rodapé e o piso deve incluir uma limpeza completa. O rodapé deve ser fortemente arredondado, porque, em outro formato, a manutenção da higiene local é comprometida. Além disso, deve ser instalado com cuidado na parede para ter a base perfeitamente alinhada. Caso contrário, pode causar o acúmulo de poeira.

Conclusão

Uma boa gestão e o respeito às normas na arquitetura hospitalar são essenciais para garantir uma jornada acolhedora ao paciente, desde a recepção, consulta à internação. É importante promover um local agradável visualmente, com espaço, cores, iluminação e mobília confortável. Modernizar seu hospital, clínica ou consultório também promove uma mudança enorme na forma que o usuário enxerga o seu cuidado com ele.

Como adaptar a casa para idosos

15 dicas para adaptar a casa para um idoso que requer cuidados e maior acessibilidade

As dificuldades físicas que acompanham a idade, em certo ponto, tornam-se mais frequentes e comuns entre os idosos. Chegado este momento, a acessibilidade das moradias passa a ser uma questão para os próprios e seus familiares. Através de dicas fáceis de adaptação é possível deixar o ambiente mais confortável e seguro, além de prevenir as lesões do dia a dia – consideradas uma das maiores causas de hospitalização entre a faixa etária. 

Por essa razão, neste artigo, traremos dicas de como organizar a casa ou apartamento para que o idoso siga com suas atividades e mantenha sua autonomia sem riscos. Isso porque o bem-estar, e em todas as idades, é algo que deve ser prioridade no lar. Lembrando também que após os 60 anos é muito comum o surgimento de mudanças no corpo e de outras demandas da rotina. 

Selecionamos os benefícios e as formas de realizar adaptações em casa para diminuir os riscos de acidente. Vale ressaltar que a maioria das quedas deste grupo não acontece na rua, mas em casa, onde a pessoa se sente mais confiante e mais familiarizada com o ambiente. São vários os fatores que levam a essas ocorrências, como por exemplo a perda da acuidade visual, onde se compromete a profundidade dos objetos. Para evitar este caso, por exemplo, o recomendável é reforçar a iluminação dos cômodos. 

Outro ponto de atenção é a dificuldade em se locomover e o surgimento de doenças como labirintite, que comprometem o equilíbrio. Barras de apoio, escadas seguras e passagens livres são essenciais para evitar quedas neste cenário. Por vezes, há diagnósticos que os fazem querer andar mais rapidamente, como incontinência urinária, que leva a tropeços ou acidentes no trajeto ao banheiro. Ou seja, todos os detalhes e situações devem ser levadas em consideração para a projeção de local seguro aos idosos.

Os geriatras aconselham ainda que, no caso de indivíduos em idade avançada e com problemas de mobilidade que morem sozinhos, existam assentos sanitários que são mais altos e reduzem o esforço no momento de assentar ou levantar. Assim como há sofás, camas e cadeiras com o alcochoado mais elevado. 

Uma reforma geral na casa pode proporcionar mais proteção, mas em muitos casos uma adaptação mais simples já significa maior segurança e conforto. Abaixo, reunimos todas as dicas necessárias para adaptar sua residência pensando em ações específicas para cada ambiente. Em casos de diagnósticos e doenças específicas, o ideal é sempre conversar com o médico para providenciar a melhor rede de apoio ao seu familiar. 

Por que adaptar a casa para idosos?

Ao longo dos anos, não somente os ossos do corpo ficam mais frágeis, mas também outras estruturas, como as articulações e músculos também. Logicamente, isso não se limita às pessoas acima de 60 anos, porém significa que elas podem estar mais suscetíveis a problemas que impactam seu bem-estar físico. 

Em outros casos, há ainda os fatores psicológicos que podem causar certas inseguranças diante de alguns empecilhos do dia a dia, como agachar para pegar objetos em armários próximos ao chão, descer e subir escadas, escorregar no banheiro e mais circunstâncias.

De qualquer forma, buscar por adaptações na estrutura da casa ou do apartamento evitam o excesso de esforços, por exemplo, e demais desconfortos. Abaixo, as dicas que separamos para você colocar em prática. 

Formas de adaptar a casa para idosos

Proporcione segurança em todos os ambientes

Em geral há uma preocupação limitada aos quartos e banheiros, mas as passagens da casa que levam as pessoas aos cômodos, ou seja, o caminho, também oferecem os grandes riscos pela falta de apoio, diminuição da iluminação e até obstáculos encontrados no chão. Não à toa, as adaptações precisam contemplar também os halls, entradas e corredores. 

O primeiro passo para preservar a segurança deve ser a instalação do corrimão em todas as paredes que levam aos diferentes ambientes. Assim, o idoso pode contar com um apoio para a locomoção em qualquer circunstância, evitando quedas bruscas. 

A iluminação também deve ser ajustada. O conselho é optar por lâmpadas capazes de auxiliar a visão, evitando locais mais escuros que possam confundir quem estiver passando. Outra solução é instalar sensores de presença para que as luzes se acendam sem que seja necessário chegar ao interruptor no escuro. Por último, com o intuito de prevenir escorregões e tropeços, evite tapetes e móveis no caminho. 

Barras de apoio 

Esta é a regra mais básica de segurança. As barras de apoio são instaladas em pontos estratégicos da casa para, justamente, ser um auxílio na locomoção dos idosos. O mais comum é utilizá-las nos banheiros e próximo às escadas, mas a dica é colocá-las em todos os pontos onde não há como se sustentar em casos de desequilíbrio. Outro local importante são aqueles onde o idoso precisa de suporte para levantar, sentar ou deitar – próximos a camas e sofás. 

Por segurança, as barras devem ser corretamente instaladas para serem realmente firmes, suportando o peso destinado em sua estrutura. Procure uma equipe especializada e um material de qualidade. 

Cuidados na sala 

Por conta da dificuldade de movimentação, os móveis precisam ser firmes o suficiente para servir de apoio, conforme citamos anteriormente. Em relação aos assentos (cadeiras, poltronas e sofás), também precisam apresentar firmeza e a altura certa para que os pés se mantenham sempre apoiados no chão, ajudando no equilíbrio ao se levantar e sentar. Para poltronas e cadeiras, dê preferência para modelos com braços. 

Especialistas ainda recomendam que os móveis e estantes sejam presos ao chão ou à parede e com bordas arredondadas. Objetos usados com frequência, como controles remotos de televisão e telefones, precisam ser posicionados em um lugar de fácil acesso.

Adaptação do quarto 

O primeiro passo é excluir os tapetes! O item de decoração é um dos grandes responsáveis por tropeços que ocasionam quedas. A cama não deve ser muito alta para que não haja excesso de esforço ao se deitar ou se levantar. Caso o piso seja de madeira ou de outro material que exija polimento, o ideal é usar um produto que não o deixe escorregadio. 

Para médicos e cuidadores, também não é bom mudar os móveis de lugar. Isso porque, conhecendo o ambiente, o idoso se sente mais seguro para ultrapassar possíveis obstáculos ou reagir mais rapidamente em situações de desequilíbrios. 

Evite acidentes no banheiro

Com toda certeza o banheiro é o cômodo tido como o mais perigoso da casa para os idosos. Em maioria, os acidentes acontecem nele, local onde o indivíduo está sozinho e se sente relaxado por estar em sua própria moradia. Além, claro, das quedas serem motivadas pelo ambiente úmido e muitas vezes com pouco apoio – as barras são indispensáveis e aconselhadas a serem instaladas ao lado do vaso sanitário e tanto dentro quanto na saída do box de banho.

Banheiro adaptado para idosos

Entre as formas de evitar acidentes no banheiro também está o uso do piso antiderrapante. E se a área destinada ao banho permitir, geriatras indicam o uso de um banquinho para que o indivíduo possa se sentar durante a lavagem – a dica é fundamental para idosos que já utilizam bengalas, por exemplo. Os melhores modelos são os mais firmes, de alvenaria ou presos por ventosas. Opções em plástico e dobráveis não devem ser usadas pois são frágeis e podem se quebrar com facilidade.

Torneiras e maçanetas são melhores no modo de alavanca, porque são mais fáceis de manusear em comparação com as circulares. Já as portas ideais são aquelas com largura mínima de 80 cm, pois proporcionam mais espaço na passagem – contemplando andadores e cadeiras de rodas. Também não devem conter trancas, já que esta dificulta o socorro imediato. 

Se o piso antiderrapante não for uma opção no momento, invista em tapetes de borracha que podem ser fixados ao chão para evitar escorregões, principalmente no box. 

Outra adaptação positiva é elevar o assento do vaso sanitário. Isso porque, ao flexionar menos as pernas, a pessoa garante mais estabilidade na hora de se levantar.

Dicas para a cozinha

Tanto a altura da bancada, como a da pia, devem permitir a manipulação de alimentos ou a lavagem de pratos com o idoso sentado à sua frente. O que geralmente confere uma medida entre 80 e 95 cm. Em relação aos armários, o alcance deve estar entre 50 cm e 150 cm de altura, evitando que as pessoas tenham que se curvar ou subir em escadas para alcançar o objeto que desejam. 

Tapetes na cozinha

É comum que o chão fique um pouco molhado na hora de lavar a louça, então para evitar acidentes, coloque um tapete próximo à pia. Mas, lembre-se, este precisa ser bem fixado, caso contrário agrava os riscos.

Cozinha acessível para idosos

O corredor

Além da sinalização ser essencial em casos de desnível, barras de apoio e boa iluminação são fatores importantes a serem considerados na reforma.

Escadas

A escada é um perigo em todas as idades. Agora, imagine para aqueles que já não apresentam tanta coordenação e força física. Se for possível realizar uma reforma mais assertiva no imóvel, as dicas principais contam com a instalação de sensores de luz, corrimão e piso antiderrapante.

Mas, caso o cenário seja outro, mantenha as luzes acesas sempre que for passar pelo trajeto e nunca se esqueça de providenciar barras de apoio. Use fitas antiderrapantes em cada degrau! 

Pontas arredondadas em toda a mobília

Objetos com ângulos retos não são adequados para idosos. Para evitar ferimentos, escolha móveis com bordas arredondadas ou proteja as quinas de mesas e outros móveis que possam representar perigo com adaptadores de silicone – assim como é feito com bebês e crianças pequenas. 

Altura dos utensílios 

Como podemos observar ao longo do artigo, esticar ou abaixar são movimentos que exigem maiores cuidados. Ou seja, realizá-los para alcançar utensílios pode ser incômodo. Sendo assim, é interessante deixar os itens de uso frequente na altura das mãos. Só este cuidado já é de grande auxílio para a acessibilidade de um idoso. 

Atenção ao piso

Os pisos estão entre as principais reclamações dos idosos e a solução para evitar maiores acidentes é sempre o modelo antiderrapante. Inclusive, a recomendação é unânime. Em áreas próximas a degraus, escadas ou inclinações de níveis, é preciso um cuidado extra. O ideal é apresentar um acabamento de qualidade e texturas capazes de evitar quedas.

Porém, para mudanças efetivas de curto prazo, existem adesivos autocolantes que podem ser instalados por cima do piso, deixando o acabamento mais potente. 

Maçanetas de alavanca ou circulares

Com menos força na mão, a ideia é facilitar a rotina do idoso e diminuir seus esforços optando por maçanetas do tipo alavanca. 

Mantenha os fios fixos às paredes

Isso não é incomum, especialmente em mesas com computadores ou móveis com TVs, onde fios e cabos estão espalhados pelo chão. O problema é que facilmente podemos facilmente ficar presos nesses fios e tropeçar. Portanto, sempre que possível, fixe os fios na parede com o auxílio até mesmo de uma fita isolante. 

Passagem limpa e bem iluminada

Enxergar todo o chão é essencial para fugir de tombos e mais machucados. Para evitar, a dupla responsável por maiores seguranças é a passagem livre (sem objetos no piso) e boa iluminação. Outra dica é evitar o excesso de móveis, tapetes e qualquer outro item de decoração. 

Sobre a iluminação, a ideia é que idoso possa ter todos os seus passos iluminados. Isso inclui a instalação de novas lâmpadas e abajures por toda a extensão do ambiente. 

Área externa

Expostas à chuva, ventos e mais situações, as áreas externas precisam obrigatoriamente contar com a instalação do piso antiderrapante e sinalização de desnível. Especialistas indicam que a inserção de uma faixa amarela ajuda no campo de visão.

Conclusão

Por fim, vimos que há uma extensa lista de adaptações disponíveis no mercado e indicadas por médicos e cuidadores, mas com poucas mudanças já é possível proporcionar maior acessibilidade em casa para os idosos de forma prática e fácil!

Modelos de cama hospitalar

Modelos de cama hospitalar: características e propósitos de uso

As camas hospitalares estão disponíveis no mercado em diferentes modelos. Cada tipo possui características apropriadas e importantes para o tratamento e conforto dos usuários em ambiente hospitalar ou domiciliar – elas são essenciais para a manutenção e recuperação da saúde dos pacientes, pois promovem bem-estar e segurança, assim como torna mais prático o trabalho de médicos e equipes de enfermagem.

Como as camas apresentam mais de uma possibilidade, para atender as necessidades específicas de cada pessoa segundo a finalidade de seu tratamento, será mais do que essencial fazer a escolha certa do modelo. 

As de baixa perda de ar, por exemplo, são destinadas para pacientes com queimaduras, úlcera de pressão e doenças na pele, justamente por apresentar menor pressão. Já as camas Clinitron, também utilizadas para queimaduras ou enxertos, são indicadas por conterem um ar aquecido que circula pelo colchão, diminuindo igualmente a pressão e possíveis incômodos nas feridas. 

Entre as camas, há ainda as macas hospitalares que são aquelas usadas em salas de emergência. Suas principais características são a mobilidade: possuem rodinhas e são dobráveis. Em maioria, são usadas para auxiliar na locomoção dos pacientes. 

Na realidade, o que mais difere entre os modelos são as suas dimensões, os materiais da estrutura e o colchão. Além das principais, estão as características secundárias (mas não menos importantes), como o rebaixamento e elevação do leito, grade de proteção lateral e se essas são fixas ou removíveis. 

Em relação aos tamanhos, o padrão é de 1,90m de comprimento e 0,90m de largura, podendo variar de acordo com o fabricante.

Para que o paciente tenha mais conforto, as camas possuem alguns ajustes que podem ser tanto mecânicos quanto elétricos – manivelas manuais ou controle remoto, dependendo do modelo da cama. Vamos falar sobre a seguir. 

Conheça mais sobre cada modelo de cama hospitalar

Mas, antes, saiba quais são os ajustes mais comuns e, geralmente, mais necessários de estarem contemplados nas camas:

  1. Ajuste da cabeceira;
  2. Remoção das barreiras laterais;
  3. Regulagem da altura do estado e das grades de proteção laterais;
  4. Inclinação lateral;
  5. Apoio das costas, coxas e panturrilhas;
  6. Extensão da cama;

Principais tipos de camas hospitalares e suas funções

  1. Cama hospitalar elétrica;
  2. Cama hospitalar manual;
  3. Cama hospitalar semi-elétrica;
  4. Maca hospitalar;
  5. Cama hospitalar de baixa perda de ar;
  6. Camas de terapia Clinitron;
  7. Cama hospitalar PPP.

Cama hospitalar elétrica

A cama hospitalar elétrica possui um controle em sua lateral para que o paciente possa ele mesmo acessar suas diferentes funções, dando autonomia para o usuário. Por ser uma cama hospitalar motorizada, é encontrada em grandes hospitais. 

Por conta de seu layout moderno, que possibilita fáceis interações, é geralmente indicada para pessoas com limitações de movimentos ou restritas ao leito. As camas beneficiam a circulação, dores na coluna e também o refluxo digestivo. 

Com mudanças no ângulo de inclinação na área das pernas e da cabeceira oferecem uma posição maior de conforto. Inclusive, os idosos são os mais beneficiados com as camas elétricas, também chamadas de articuladas motorizadas. 

Cama hospitalar manual

Possui movimentos através de manivelas que favorecem a circulação de sangue em determinadas partes do corpo do paciente, melhorando sua recuperação. Assim como o modelo anterior, proporciona maior conforto e segurança com a elevação da cabeceira e das pernas, prevenindo também úlceras de pressão. 

Sua principal diferença da cama elétrica é, como o próprio nome diz, que esta funciona a partir de uma manivela manual ao invés de um controle remoto. 

Cama hospitalar semi-elétrica

Uma cama semi-elétrica é uma mescla de ambas. O modelo tem um motor que controla os ajustes para os pés e a cabeça. Pressionando um botão, você pode facilmente mudar suas posições. Porém, a altura da cama, por exemplo, é sempre uma mudança feita à mão.

Estas são um pouco mais caras que camas manuais, porém, com a vantagem adicional de não precisar trabalhar manualmente para ajustar as duas extremidades da cama. E, assim, com um valor mais acessível que uma articulada elétrica. 

São utilizadas por pacientes que exigem a troca de altura com frequência, apenas as alterações de posições. 

Maca hospitalar 

A maca hospitalar é a cama para emergências. Não à toa, não possui vantagens como uma cama motorizada, mas possui mobilidade por ter rodinhas e ser dobrável – conforme vimos na introdução. São usadas para a locomoção entre quartos, centro cirúrgicos e ambulâncias. 

Cama hospitalar de baixa perda de ar

Ao contrário das camas hospitalares comuns, esse tipo possui um sistema diferenciado que sopra para o interior do colchão, diminuindo a pressão em feridas e mantendo elas sempre secas e frescas. Dessa maneira, seu uso é específico para pacientes com queimaduras, enxertos no corpo, propensos a úlcera de pressão e problemas de pele.

Camas de terapia Clinitron

A opção apresenta uma tecnologia diferenciada para possibilitar um tratamento de feridas ainda com mais conforto para pacientes com questões complexas e expostas. 

A cama contém um ambiente de cicatrização ideal para pacientes com pele comprometida. Seus sistemas contam com terapia de fluidificação de ar, o que diminui a pressão da interface, ao mesmo tempo em que aumenta as propriedades de imersão, melhorando consideravelmente a cicatrização.

Cama hospitalar PPP

Este modelo nada mais é do que a cama utilizada em parto. O nome vem de suas funções de pré-parto, parto e pós-parto. Tem por finalidade proporcionar para a gestante maior conforto, além de evitar a transferência entre o quarto e o centro cirúrgico. 

Transformando-se em cama hospitalar para repouso após o parto, ela possui um leito estofado com capa em courvin, que não permite líquidos e resíduos atingirem a espuma, facilitando assim a higienização depois do nascimento. 

Posições de camas hospitalares e seus encargos 

Acionados por sistema elétrico, controle remoto, ou manualmente, as camas hospitalares apresentam diferentes movimentos de apoio à cabeça, pernas, coluna e a possibilidade de elevação para procedimentos vasculares.

Posição 90º

Similar com a posição Fowler na região dorsal, a posição 90 graus apresenta angulação negativa nas pernas em relação ao assento e ao dorso. A alternativa é indicada para a recuperação de pacientes cardíacos ou com problemas respiratórios. 

Promove alívio dos pulmões e melhoria do sistema circulatório e metabólico em usuários com suporte ventilatório, por exemplo. 

Posição vascular

Há elevação angular das coxas com a panturrilha, em paralelo, à sessão dorsal. Esta posição é aconselhada para auxiliar no alívio da dor e melhoria da circulação dos membros inferiores. 

Fowler

Posição semi-sentada (45º) utilizada para tratamentos de pacientes com dispnéia após cirurgia de tireóide, abdominal ou cardíaca. Esta opção afasta os órgãos abdominais do diafragma, aliviando a pressão sobre a cavidade torácica, o que permite o melhor funcionamento dos pulmões. Também auxilia para que o usuário se alimente com mais facilidade. 

A posição é largamente utilizada em cirurgias plásticas, como, por exemplo, na abdominoplastia (ou dermolipectomia abdominal), visando relaxar a tensão nas suturas entre o abdômen inferior e flancos. 

Semi-fowler

Derivada da anterior, aqui, a cabeceira da cama hospitalar é posicionada em um ângulo de até 30º – o que reduz a falta de ar, drena o pulmão e auxilia na prevenção de aspiração de líquidos e secreções. Muito utilizada na recuperação de cirurgias abdominais e em pacientes com nível de consciência reduzido. 

Trendelenburg

É quando os membros inferiores ficam mais elevados em relação à cabeça do paciente. A Trendelenburg é indicada para facilitar o acesso à região pélvica, auxiliar no preenchimento e distensão, e ajudar no processo de inserção de cateteres centrais e periféricos – auxiliando na perfusão, estado de choque e drenagem de secreção pulmonar. 

Reverso de Trendelenburg

Inversa a anterior, a cabeça e o tronco do paciente ficam mais elevados em relação aos membros inferiores. Utilizada justamente para melhorar a circulação dos membros inferiores, tratar embolismo aéreo venoso, melhorar a circulação da região cerebral, prevenir broncoaspiração de vômitos e ingurgitar vasos do cérvix para colocação de cateteres venosos centrais. Também facilita a respiração em pacientes com sobrepeso e obesos. 

Estrutura e composição de camas hospitalares

Confeccionadas em aço retangular, em maioria comum, seguem as seguintes medidas: 1.020 recaudo, 50x30x1,5 mm de espessura de parede. Suas estruturas são revestidas por carenagens e fiberglass – o que significa pares de grades laterais. 

Cabeceira e peseira também devem ser confeccionadas em fiberglass com acabamento em gel coat isoftálico. Este material apresenta boa durabilidade, sendo superior a outros tipos de polímeros. O leito deve conter protetor anti-impactos nas extremidades a base de PVC flexível. 

Certificação de camas hospitalares na Anvisa 

Todos os produtos que são direcionados à área da saúde – equipamentos, materiais e produtos para diagnóstico – quando regularizados pela Anvisa recebem um número de registro que deve estar disponível em sua rotulagem. Ao comprar uma cama hospitalar para leito domiciliar é importante consultar a validação deste código. 

Como optar pelo melhor modelo de cama hospitalar

Conforme vimos ao longo deste artigo, são vários tipos e modelos de camas hospitalares com objetivos diferentes. Saber escolher o mais condizente com o tratamento é necessário para a melhor recuperação do paciente. 

Leve alguns fatores em consideração na hora da escolha, como estado clínico, idade, peso, mobilidade e nível de dependência do paciente, tempo de utilização, principal objetivo, conforto e espaço disponível no ambiente que irá recebê–la.

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