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Sistemas para gestão de casas de repouso e lar de idosos

6 sistemas de gestão para casas de repouso, lar de idosos, residencial sênior ou ILPIs

Orçamentos por telefone, apresentação de planos e acomodações, ficha cadastral, contatos, horários de cada residente, controle de visitas e muitos outros processos de sua casa de repouso, residência ou ILPIs – Instituição de Longa Permanência para Idosos – podem ser muito mais rápidos e práticos se somados a algumas tecnologias. 

Sistemas e programas de computadores podem te auxiliar na administração de sua empresa, desde o contato com possíveis clientes ao relacionamento com suas famílias, até mesmo ao controle do histórico de suas atividades, alimentação e saúde. Por essa razão, os softwares são vistos como um otimizador de processos e trabalho.

No cenário das ILPIs e residências ou lares de idosos, é muito comum uma demanda alta de funções para um pequeno número de profissionais. Com isso resta pouco tempo para tarefas organizacionais, como o planejamento e o desenvolvimento de estratégias, até mesmo para a qualificação da equipe em diferentes frentes de atuação que poderiam trazer diferenciais para os seus serviços. 

Ao longo deste artigo, veremos benefícios e modelos para você incrementar a gestão de sua empresa e melhorar ainda mais a estadia de seus moradores. 

Mas, antes de seguirmos, o que é um software? 

Um sistema de gestão ou software é um programa de computador que agrupa diversas vantagens para os vários processos de gestão de um negócio. Com muitas opções, ele auxilia na rotina de casas de repouso de pequeno, médio e grande porte, sendo a solução para compor e organizar as responsabilidades de seus funcionários. 

Também tendo como finalidade principal automatizar os processos operacionais, tornando-se essencial para a administração de qualquer estabelecimento.

Se idealizado para casas de repouso, o software deve centralizar todas as informações em um único ambiente. Seu objetivo é que tanto o gestor quanto a equipe passem a ter uma visão mais ampla de todas as etapas de atividades que acontecem no local. Assim, tendo um balanço de quais os idosos necessitam de mais atenção ou atendimentos personalizados, por exemplo. 

Independente do software escolhido, há alguns detalhes que merecem atenção no momento de optar pelo melhor para a sua empresa. O sistema deve se encarregar de gerir informações e atividades do financeiro, administração, dados de colaboradores e, no ambiente de ILPIs e residenciais geriátricos, atividades clínicas, acompanhamentos multidisciplinares, rotinas, evoluções, anotações de enfermagem, além da gestão de estoque de medicamentos e insumos. E, claro, construir um bom e pró ativo relacionamento com os familiares e responsáveis. 

Quando é necessário contratar um sistema de gestão?

A partir do momento que o residencial sênior ou lar de idosos, mesmo que com capacidade para poucos idosos, começa a ter funcionários exercendo as mais diversas funções, como orçamentos, atendimento, enfermagem, estoque e compras, o sistema de gestão deve ser inserido. Quanto mais responsabilidades para gerir, mais ganhos seu negócio terá ao implantar um sistema de gestão que simplifique e automatize os processos burocráticos ou que demandam maior segurança e confiabilidade, principalmente quando se trata do acompanhamento e informações dos idosos.

Dessa forma, tanto os processos quanto os possíveis problemas estarão centralizados em apenas em um local, melhorando a performance do trabalho. Sem um software para a sua casa de repouso, você corre o risco de entrar em um eterno retrabalho, ou seja, mais de uma pessoa executando a mesma tarefa, ou até duas deixando a mesma obrigação de lado. Em resumo, o passo a passo e os bons resultados se perdem por falta de controle e registros. 

6 sistemas de gestão para casas de repouso

A seguir, veremos algumas opções de softwares e suas características para facilitar a rotina de sua casa de repouso, lar de idosos, residencial sênior ou ILPI. Eles são: 

  1. Scaelife
  2. SisHOSP
  3. Gestão Click
  4. Enkad
  5. Silpi
  6. Singular

Conheça os sistemas de gestão disponíveis e indicados para casas de repouso, lar de idosos, residencial sênior ou ILPIs. 

Scaelife

O Scaelife é um software para o gerenciamento assistencial de Instituições de longa permanência (ILPIs), organizações filantrópicas e não filantrópicas, como casas de repouso, residenciais e hotéis geriátricos. 

O sistema possui diversas ferramentas que auxiliam na gestão das rotinas assistenciais, financeiras e operacionais. Tudo para que o gestor ou responsável clínico possa focar no cuidado com as pessoas – que é o mais importante. 

Entre as opções há três planos e diferentes formas de assinatura e pagamento. Os modelos de negócio são: 

  • Acompanhamento clínico;
  • Acompanhamento clínico + estoque;
  • Gestão empresarial e relacionamento familiar.

O sistema também reúne diversas funcionalidades que auxiliam nas atividades diárias e na relação com as famílias a partir de relatórios compartilhados. 

  • Cadastro de residentes/hóspedes (documentações e convênios);
  • Ficha de acolhimento de residentes;
  • Planejamento clínico através de Semiologia (diagnósticos e prescrição);
  • Ficha de acompanhamento e anotações diárias;
  • Agendamento de exames clínicos;
  • Agendamento de consultas médicas;
  • Prescrição nutricional;
  • Prescrições de medicamentos;
  • Cronograma diário para execução de atividades clínicas;
  • Controle de estoque individualizado (medicamentos e utensílios);
  • Previsão de falta de medicamentos;
  • Acompanhamento da saúde ocupacional e segurança do trabalho;
  • Gestão de orçamentos;
  • Controle de recibos.

SisHOSP

Com o software de gestão para casa de repouso SisHOSP, sua empresa mantém sempre as informações dos seus hóspedes atualizadas. Além de controlar a agenda para consultas, procedimentos e compromissos dos seus pacientes, bem como a saída e retorno do hóspede para exames.

O sistema conta também com um modelo de prontuário médico, no qual todas as informações sobre o acompanhamento clínico são registradas, garantindo maior segurança – sendo possível prescrever medicamentos, dietas, cuidados gerais e solicitação de exames de rotina, por exemplo. 

Contendo ainda o smart painel, o software apresenta os cuidados e prescrições, eventos e compromissos agendados e previstos para cada hóspede, indicando o preparo e realização. Através de seus recursos, o sistema chama a atenção da enfermagem e dos cuidadores quando está chegando a hora de uma medicação, cuidado ou de um compromisso. Checada a atividade, o painel é imediatamente atualizado.

Principais funcionalidades: 

  • Cadastrar seus pacientes;
  • Prontuário médico;
  • Prontuário de enfermagem;
  • Gestão financeira;
  • Gestão do estoque;
  • Segurança de dados dos pacientes e suas famílias. 

O SisHOSP apresenta dois modelos diferentes de sistema de gestão: um focado em casas de repouso e residenciais seniors e outro idealizado para instituições de longa permanência.

Gestão Click

O Gestão Click apresenta diversos planos – do bronze ao platina -, cada um deles contando com atualizações em suas funções. Os modelos de assinatura também vão do mensal até o anual, passando pelo semestral e trimestral. 

O software auxilia nas atividades mais básicas de cadastros de clientes, controle financeiro e estoque à emissão de boletos e demais funções realizadas diretamente na plataforma online. Focado também na gestão financeira da casa de repouso, ele apresenta espaços destinados a contas para pagar, a receber e fluxo de caixa. 

Características centrais: 

  • Controle financeiro;
  • Controle de estoque de insumos;
  • Fonte de caixa;
  • Orçamento de vendas;
  • Ordens de serviço;
  • Emissão de notas e boletos;
  • Atendimento;
  • Perfis de acesso remoto.

Enkad

O software Enkad para casas de repousos possibilita o cadastro do residente com todas as informações necessárias para acompanhar o bom funcionamento da rotina do local. O sistema possui desde telas de cadastros de tarefas, avisos e solicitações até o controle de medicamentos de cada residente, consultas e relatórios. 

Além disso, há cadastros e relatórios dos mais diversos passos e processos presentes na instituição: contato de transportadoras, fornecedores, funcionários, doadores, voluntários, produtos, medicamentos, cardápios, serviços, atividades, dedetizações, reuniões, visitas médicas, receitas, atestados, exames, alimentações, acidentes, bem-estar dos moradores e muito mais.

Sistema de gestão Enkad para casas de repouso

Silpi

Com o Silpi, de uma forma segura e organizada, o sistema ajuda a sua equipe a gerenciar sua casa de repouso, lar de idosos, residencial sênior ou ILPIs. O software facilita os processos de trabalhos, refletindo positivamente nos seus resultados, uma vez que consegue na prática, alinhar informações do dia a dia. 

Funcionalidades do Silpi: 

  • Sistema online;
  • Controle de residentes;
  • Hospedagem;
  • Estoque de remédios;
  • Administração de remédios;
  • Controle de saídas;
  • Chat interno;
  • Notificações;
  • Acompanhamento clínico;
  • Assinatura digital.

Singular

Singular é um sistema de gestão para casas e lares de idosos, residências seniores e ILPIs focado em três pilares: comunicação com a família, gestão de medicamentos e prontuários eletrônicos.

O seu principal diferencial é um aplicativo próprio para smartphones, no qual a plataforma compila todas as informações de forma prática e objetiva para que as equipes e familiares otimizem o tempo e estejam sempre a par dos processos. Ele conta com fácil organização e comunicação – atualizando os responsáveis sobre os cuidados, alimentação, sono e mais detalhes diretamente no telefone. 

Singular também conta com um prontuário eletrônico médico e de enfermagem completo, personalizável e preparado para LGPD, mantendo salvo todos os dados e otimizando as trocas de informações.

Ciente de todos os pontos positivos que a adesão de um sistema de gestão pode agregar a sua casa de repouso, lar de idosos, residencial sênior ou ILPIs, agora é só escolher qual se enquadra melhor a sua empresa e identidade de seus serviços!

Vale a pena alugar poltrona hospitalar?

Vale a pena alugar poltrona hospitalar? Saiba o que considerar

Poltronas, camas e outros produtos hospitalares são importantes para a recuperação integral de um paciente ou até mesmo para o seu conforto durante um procedimento – emergencial ou não. Independente da finalidade, a funcionalidade e a qualidade do produto são essenciais na hora de investir. Pacientes que recebem cuidados home care em clínicas, hospitais e até mesmo dos familiares também precisam de um equipamento adequado para atender suas necessidades. 

A maior dúvida surge, no entanto, na hora de fazer as contas: comprar ou alugar poltrona hospitalar? O que vale a pena? A resposta não é uma só, já que diversas variáveis devem ser levadas em conta: como o tempo que o produto será utilizado, manutenção que o equipamento deverá receber, espaço para armazenamento, condições de pagamento e outros.

Neste artigo, vamos apresentar as vantagens e desvantagens de alugar poltrona hospitalar e te ajudar a decidir qual o melhor caminho para a sua empresa, clínica, instituição de saúde ou consultório. Além disso, também vamos destacar alguns pontos que você deve levar em consideração também na hora de escolher a poltrona hospitalar, como densidade da espuma, estrutura em madeira certificada, facilidade de limpeza e tecido antibactericida.

Vantagens de alugar poltrona hospitalar

A princípio, uma das maiores vantagens ao alugar uma poltrona hospitalar é o custo benefício do valor. A locação desses móveis tendem a ser rápidas e práticas, o que é muito vantajoso para aqueles que vão utilizar os produtos em um curto espaço de tempo. Dessa forma, quando o paciente não precisar mais, basta finalizar a locação e devolver à empresa – sem a preocupação do armazenamento. 

Nesses casos – quando o uso é temporário e rápido, como a recuperação após uma cirurgia – a economia ao alugar uma poltrona hospital, comparado a sua compra efetiva, é vantajosa. 

Outra vantagem ao alugar poltrona hospitalar é a possibilidade de “testar” o produto por um tempo antes de fechar um negócio mais duradouro. É uma possibilidade para aqueles que desejam a compra definitiva, mas que não querem arriscar uma possível frustração com o produto. Além disso, geralmente as empresas que alugam móveis hospitalares, oferecem junto ao aluguel uma garantia caso ele precise de manutenção, o que também fará com que você economize caso a peça apresente defeito.

Poltrona hospitalar para clínicas de hemodiálise

Desvantagens de alugar poltrona hospitalar

Mas, é claro que as desvantagens também existem e aqui entramos com o principal critério para a compra ou aluguel de poltrona hospitalar: tempo de uso. Para casos isolados, muitas vezes a previsão de utilização é incerta e varia de acordo com a resposta do paciente. Geralmente, quando a locação passa a ser maior que três meses, ela já não vale a pena. 

Mesmo em uso temporário, pode acontecer da pessoa necessitar da poltrona por mais tempo do que o previsto – e o que era uma opção mais econômica, acaba se tornando um custo alto. 

Outro ponto para se atentar é que, geralmente, as opções disponíveis de poltrona hospitalar para locação são mais restritas – produtos mais simples e modelos de qualidade inferior. Já o catálogo para a compra oferece uma vasta disponibilidade de opções, cores e tamanhos, podendo fazer a melhor escolha para o seu caso específico.

Em clínicas ou instituições de saúde, o conforto dos pacientes (e até mesmo dos acompanhantes) deve ser primordial na hora de mobiliar o espaço. Sendo assim, investir em poltrona hospitalar reclinável e de boa qualidade é premissa para deixar pontos positivos àqueles que frequentarem seu ambiente. Alterar os móveis frequentemente com a troca da locação pode não passar essa imagem. 

Na hora de fazer a conta do valor do aluguel versus o tempo de uso, muitas vezes a locação chega muito próxima do custo real da aquisição da cadeira – e aí vale considerar novas possibilidades de usos, empréstimos e até mesmo a revenda. 

O que levar em conta na hora de comprar ou alugar poltrona hospitalar

Como vimos, não existe resposta correta na hora de indicar o melhor negócio para a sua clínica ou instituição de saúde – ou até mesmo para o uso domiciliar. Mas, além da conta básica de uso e tempo, outros pontos também devem ser analisados. 

Modelo

A poltrona hospitalar foi desenvolvida para proporcionar mais conforto aos pacientes e acompanhantes que passaram por procedimentos médicos.

O modelo reclinável, por exemplo, é um dos mais vantajosos por ser mais ergonômica que as demais e, dessa forma, possui a capacidade de diminuir impactos à coluna e, consequentemente, aumentar a sensação de conforto e bem-estar. 

Esse perfil de cadeira também permite a realização de exames e procedimentos simples. Ou seja, é um modelo versátil que pode ser utilizado para diversos objetivos. Um investimento que vale a pena.

Material

Outro ponto para se levar em consideração na hora de escolher a poltrona hospitalar é o seu material de fabricação. Tecidos que facilitam a limpeza e assepsia do produto são mais duradouros e, assim, permitem uma aquisição com ótimo custo-benefício.

A espessura da espuma também garante uma melhor acomodação – estofado de qualidade e acabamento compatível são cruciais. O ideal é sempre unir conforto, durabilidade e segurança. 

Manutenção

Além da limpeza, que é parte fundamental para manter uma poltrona hospitalar segura, a manutenção também deve ser feita de tempos em tempos – seja ela preventiva ou não.

Evitar possíveis danos de forma rápida e eficiente é importante para que o problema não se torne maior e, consequentemente, o custo para a sua reparação ou troca também. Avalie se a empresa de aluguel ou compra fornece esse serviço. 

Formas de pagamento

Muitas vezes as lojas oferecem métodos e condições especiais de pagamento diferentes para a compra ou aluguel de poltrona hospitalar.

Em locações, às vezes, cheque-caução e pagamento antecipado são exigidos. Em contrapartida, para a compra podem disponibilizar pagamento parcelado. Avalie essas possibilidades e a que faz mais sentido para você e seu orçamento. 

Atendimento humanizado

Além das funcionalidades óbvias de uma poltrona hospitalar, outro fator deve ser considerado por você. Atualmente, muito se fala sobre atendimento humanizado, isto é, o tratamento baseado no diálogo e cuidado atencioso com o paciente e consumidor – afinal, ele está também realizando um serviço.

Investir em uma poltrona de qualidade, torna o momento mais acolhedor e respeitoso.

Poltrona hospitalar homecare

Afinal, vale a pena alugar poltrona hospitalar?

Depende. Como falamos ao longo deste artigo, diversos critérios devem ser analisados antes de você comprar ou alugar uma poltrona hospitalar. Tente avaliar o tempo de uso, a qualidade do produto e a forma de pagamento. 

A resposta final será de acordo com o seu objetivo, espaço e, claro, orçamento, mas sem esquecer de sempre optar por uma poltrona hospitalar que ofereça conforto, qualidade e segurança.

Postura de Trabalho Saudável em Odontologia

Postura de trabalho saudável em odontologia

Princípios para uma postura de trabalho saudável em odontologia: repense sua maneira de sentar

Ergonomia

A ergonomia, também chamada de fatores humanos é o estudo da adaptação do trabalho ao ser humano, e tem evoluído de forma significativa ao longo dos anos.

A Associação Internacional de Ergonomia define ergonomia (ou fatores humanos) como uma “disciplina científica relacionada com a compreensão das interações e adaptações entre seres humanos e outros elementos ou sistemas”.

A recorrência de ações ergonômicas ocorre do homem para o trabalho. Isso significa que a Ergonomia deve partir do conhecimento do homem para fazer o projeto do trabalho, tentando ajustá-lo às suas capacidades e limitações. 

Ergonomia na Odontologia

A ergonomia na Odontologia contribui para a manutenção da saúde ocupacional dos cirurgiões-dentistas (CD) por meio da preservação do equilíbrio entre as tecnologias disponíveis no consultório odontológico com o sistema musculoesquelético do profissional.

Assim, o principal objetivo da ergonomia em Odontologia é agilizar o trabalho, aumentar a produtividade mantendo a saúde postural e qualidade de vida do CD.

Desde o desenvolvimento da Odontologia a quatro mãos na década de 1960, a posição sentada tornou-se a preferida na tentativa de reduzir o desconforto e fadiga típica do trabalho dental.

No entanto, estudos apontam que, até os dias de hoje, a postura de trabalho sentada não eliminou o risco de desconforto e dor musculoesquelética. 

Postura sentada

Sentar é uma posição antifisiológica, que provoca grande pressão nos discos intervertebrais.

Estudos apontam que mesmo numa postura sentada considerada “ideal”, a mudança da posição de bipedestação para sedestação aumenta em 35% a pressão interna no núcleo dos discos intervertebrais e todas as estruturas que ficam na parte posterior da coluna vertebral são tensionadas, contribuindo para a alta prevalência de dor lombar em cirurgiões-dentistas em todo o mundo até os dias de hoje.

Desta forma, a postura sentada deve ser neutra, mantendo as curvaturas fisiológicas da coluna vertebral (Lordose Cervical: convexidade voltada anteriormente; Cifose Torácica: convexidade voltada posteriormente; Lordose Lombar: convexidade voltada anteriormente).

Curvaturas fisiológicas da coluna vertebral

A postura sentada é descrita como uma postura ereta, dinâmica, com cabeça e tronco alinhados na vertical, membros inferiores fletidos acerca de 90º em quadris e tronco, e pés apoiados no solo.

Nesta postura, as tuberosidades isquiáticas deveriam ser os principais pontos de apoio do corpo.

No entanto, o projeto da maioria dos assentos convencionais não favorece o sentar ereto e dinâmico, aumentando a tensão passiva dos músculos Isquiotibiais, ocorrendo uma rotação pélvica posterior, resultando em uma postura sentada cifótica da coluna lombar.

Contribui-se assim para um único perfil sagital em forma de C que compreende a coluna torácica e lombar, aumentando a lordose cervical e a rotação pélvica posterior. 

Postura sentada

Em 2013, a Associação Brasileira de Normas Técnicas por meio da Comissão de Estudo Especial de Ergonomia – Antropometria e Biomecânica (ABNT/CEE-136), elaborou a NBR ISO 11226.

Esta norma é uma adoção à ISO 11226:2000. A NBR ISO 11226 contém uma abordagem específica sobre a postura estática de trabalho da população adulta.

A amplitude articular máxima é descrita em grau respeitando as estruturas passivas como os ligamentos.

Neste documento, a postura do tronco na posição sentada é considerada aceitável quando a coluna lombar não está retificada (cifose lombar), sendo aceitável a coluna lombar neutra (lordótica).

Entretanto, o ângulo do joelho para a postura sentada, que impreterivelmente era preconizada a 90º, passou a ser considerada aceitável de 90º a 135º. 

Assim, para evitar posições de alcance final potencialmente dolorosas e para facilitar a ativação dos músculos do tronco durante o estar sentado (postura sentada ativa), os benefícios potenciais das posturas da coluna lombar neutra foram enfatizados.

Há um consenso entre vários estudos que a postura sentada lordótica da coluna lombar é tida como a ideal, pois favorece uma postura lombar neutra, minimizando a sintomatologia dolorosa e facilitando a ativação dos músculos do tronco durante o estar sentado.

O desenho biomecânico do assento sela favorece o posicionamento e a manutenção da postura ativa e da coluna lombar neutra. 

Conceito do assento Sela

O conceito do assento tipo sela foi desenvolvido partindo dos estudos apresentados por Corlett (1984; 1988; 1989) que indica qual a postura mais correta para a posição sentada.

Este assento foi desenhado para permitir que as nádegas e coxas não fiquem comprimidas contra a cadeira devido ao suporte firme dos ossos ísquios.

As coxas ficam inclinadas para baixo com um ângulo de 120 a 130º entre coxa e tronco, inclinando a pelve para uma posição quase neutra como se estivesse em pé, e ampliando a angulação do joelho.

Isto permite que a região lombar inferior e tronco superior encontrem uma postura natural e relaxada sem a necessidade de estar encostado.

Os assentos dinâmicos, como o assento tipo sela, favorecem a postura da coluna lombar neutra. O assento dinâmico permite movimento constante, devido ao design da cadeira, enquanto está sentado.

Assento tipo sela

Assim, o assento sela difere essencialmente na forma tradicional de se sentar.

O controle postural requer uma interação completa entre o sistema neural e musculoesquelético. Através de sinais medulares o controle postural é efetuado pela ativação de músculos dos membros e tronco.

Assim, alterações no padrão postural, pela utilização do assento tipo sela, podem causar sintomatologia dolorosa de 2 a 30 dias após o início de sua utilização.

Essa percepção tende a diminuir gradualmente com a adaptação neuromuscular a nova postura de trabalho. 

Desta forma, o assento sela vem sendo utilizado por profissionais da saúde, principalmente por cirurgiões-dentistas, em substituição ao mocho convencional, objetivando medidas preventivas ou corretivas aos problemas posturais, por reduzir a rotação posterior da pelve, por facilitar o posicionamento e a manutenção das curvaturas fisiológicas da coluna vertebral e pela menor compressão intradiscal. 

Para finalizar, o assento sela pode evitar efeitos deletérios, portanto, ser benéfico na prevenção da dor e disfunções da coluna vertebral.

Assim, o assento sela pode ser uma escolha de postura sentada dinâmica e posição de trabalho mais confortável para o Cirurgião-Dentista.

Além disso, sugere-se uma maior reflexão sobre a escolha de assentos odontológicos na prática clínica diante dos aspectos positivos do assento sela. 

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