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Vale a pena alugar poltrona hospitalar?

Vale a pena alugar poltrona hospitalar? Saiba o que considerar

Poltronas, camas e outros produtos hospitalares são importantes para a recuperação integral de um paciente ou até mesmo para o seu conforto durante um procedimento – emergencial ou não. Independente da finalidade, a funcionalidade e a qualidade do produto são essenciais na hora de investir. Pacientes que recebem cuidados home care em clínicas, hospitais e até mesmo dos familiares também precisam de um equipamento adequado para atender suas necessidades. 

A maior dúvida surge, no entanto, na hora de fazer as contas: comprar ou alugar poltrona hospitalar? O que vale a pena? A resposta não é uma só, já que diversas variáveis devem ser levadas em conta: como o tempo que o produto será utilizado, manutenção que o equipamento deverá receber, espaço para armazenamento, condições de pagamento e outros.

Neste artigo, vamos apresentar as vantagens e desvantagens de alugar poltrona hospitalar e te ajudar a decidir qual o melhor caminho para a sua empresa, clínica, instituição de saúde ou consultório. Além disso, também vamos destacar alguns pontos que você deve levar em consideração também na hora de escolher a poltrona hospitalar, como densidade da espuma, estrutura em madeira certificada, facilidade de limpeza e tecido antibactericida.

Vantagens de alugar poltrona hospitalar

A princípio, uma das maiores vantagens ao alugar uma poltrona hospitalar é o custo benefício do valor. A locação desses móveis tendem a ser rápidas e práticas, o que é muito vantajoso para aqueles que vão utilizar os produtos em um curto espaço de tempo. Dessa forma, quando o paciente não precisar mais, basta finalizar a locação e devolver à empresa – sem a preocupação do armazenamento. 

Nesses casos – quando o uso é temporário e rápido, como a recuperação após uma cirurgia – a economia ao alugar uma poltrona hospital, comparado a sua compra efetiva, é vantajosa. 

Outra vantagem ao alugar poltrona hospitalar é a possibilidade de “testar” o produto por um tempo antes de fechar um negócio mais duradouro. É uma possibilidade para aqueles que desejam a compra definitiva, mas que não querem arriscar uma possível frustração com o produto. Além disso, geralmente as empresas que alugam móveis hospitalares, oferecem junto ao aluguel uma garantia caso ele precise de manutenção, o que também fará com que você economize caso a peça apresente defeito.

Poltrona hospitalar para clínicas de hemodiálise

Desvantagens de alugar poltrona hospitalar

Mas, é claro que as desvantagens também existem e aqui entramos com o principal critério para a compra ou aluguel de poltrona hospitalar: tempo de uso. Para casos isolados, muitas vezes a previsão de utilização é incerta e varia de acordo com a resposta do paciente. Geralmente, quando a locação passa a ser maior que três meses, ela já não vale a pena. 

Mesmo em uso temporário, pode acontecer da pessoa necessitar da poltrona por mais tempo do que o previsto – e o que era uma opção mais econômica, acaba se tornando um custo alto. 

Outro ponto para se atentar é que, geralmente, as opções disponíveis de poltrona hospitalar para locação são mais restritas – produtos mais simples e modelos de qualidade inferior. Já o catálogo para a compra oferece uma vasta disponibilidade de opções, cores e tamanhos, podendo fazer a melhor escolha para o seu caso específico.

Em clínicas ou instituições de saúde, o conforto dos pacientes (e até mesmo dos acompanhantes) deve ser primordial na hora de mobiliar o espaço. Sendo assim, investir em poltrona hospitalar reclinável e de boa qualidade é premissa para deixar pontos positivos àqueles que frequentarem seu ambiente. Alterar os móveis frequentemente com a troca da locação pode não passar essa imagem. 

Na hora de fazer a conta do valor do aluguel versus o tempo de uso, muitas vezes a locação chega muito próxima do custo real da aquisição da cadeira – e aí vale considerar novas possibilidades de usos, empréstimos e até mesmo a revenda. 

O que levar em conta na hora de comprar ou alugar poltrona hospitalar

Como vimos, não existe resposta correta na hora de indicar o melhor negócio para a sua clínica ou instituição de saúde – ou até mesmo para o uso domiciliar. Mas, além da conta básica de uso e tempo, outros pontos também devem ser analisados. 

Modelo

A poltrona hospitalar foi desenvolvida para proporcionar mais conforto aos pacientes e acompanhantes que passaram por procedimentos médicos.

O modelo reclinável, por exemplo, é um dos mais vantajosos por ser mais ergonômica que as demais e, dessa forma, possui a capacidade de diminuir impactos à coluna e, consequentemente, aumentar a sensação de conforto e bem-estar. 

Esse perfil de cadeira também permite a realização de exames e procedimentos simples. Ou seja, é um modelo versátil que pode ser utilizado para diversos objetivos. Um investimento que vale a pena.

Material

Outro ponto para se levar em consideração na hora de escolher a poltrona hospitalar é o seu material de fabricação. Tecidos que facilitam a limpeza e assepsia do produto são mais duradouros e, assim, permitem uma aquisição com ótimo custo-benefício.

A espessura da espuma também garante uma melhor acomodação – estofado de qualidade e acabamento compatível são cruciais. O ideal é sempre unir conforto, durabilidade e segurança. 

Manutenção

Além da limpeza, que é parte fundamental para manter uma poltrona hospitalar segura, a manutenção também deve ser feita de tempos em tempos – seja ela preventiva ou não.

Evitar possíveis danos de forma rápida e eficiente é importante para que o problema não se torne maior e, consequentemente, o custo para a sua reparação ou troca também. Avalie se a empresa de aluguel ou compra fornece esse serviço. 

Formas de pagamento

Muitas vezes as lojas oferecem métodos e condições especiais de pagamento diferentes para a compra ou aluguel de poltrona hospitalar.

Em locações, às vezes, cheque-caução e pagamento antecipado são exigidos. Em contrapartida, para a compra podem disponibilizar pagamento parcelado. Avalie essas possibilidades e a que faz mais sentido para você e seu orçamento. 

Atendimento humanizado

Além das funcionalidades óbvias de uma poltrona hospitalar, outro fator deve ser considerado por você. Atualmente, muito se fala sobre atendimento humanizado, isto é, o tratamento baseado no diálogo e cuidado atencioso com o paciente e consumidor – afinal, ele está também realizando um serviço.

Investir em uma poltrona de qualidade, torna o momento mais acolhedor e respeitoso.

Poltrona hospitalar homecare

Afinal, vale a pena alugar poltrona hospitalar?

Depende. Como falamos ao longo deste artigo, diversos critérios devem ser analisados antes de você comprar ou alugar uma poltrona hospitalar. Tente avaliar o tempo de uso, a qualidade do produto e a forma de pagamento. 

A resposta final será de acordo com o seu objetivo, espaço e, claro, orçamento, mas sem esquecer de sempre optar por uma poltrona hospitalar que ofereça conforto, qualidade e segurança.

Postura de Trabalho Saudável em Odontologia

Postura de trabalho saudável em odontologia

Princípios para uma postura de trabalho saudável em odontologia: repense sua maneira de sentar

Ergonomia

A ergonomia, também chamada de fatores humanos é o estudo da adaptação do trabalho ao ser humano, e tem evoluído de forma significativa ao longo dos anos.

A Associação Internacional de Ergonomia define ergonomia (ou fatores humanos) como uma “disciplina científica relacionada com a compreensão das interações e adaptações entre seres humanos e outros elementos ou sistemas”.

A recorrência de ações ergonômicas ocorre do homem para o trabalho. Isso significa que a Ergonomia deve partir do conhecimento do homem para fazer o projeto do trabalho, tentando ajustá-lo às suas capacidades e limitações. 

Ergonomia na Odontologia

A ergonomia na Odontologia contribui para a manutenção da saúde ocupacional dos cirurgiões-dentistas (CD) por meio da preservação do equilíbrio entre as tecnologias disponíveis no consultório odontológico com o sistema musculoesquelético do profissional.

Assim, o principal objetivo da ergonomia em Odontologia é agilizar o trabalho, aumentar a produtividade mantendo a saúde postural e qualidade de vida do CD.

Desde o desenvolvimento da Odontologia a quatro mãos na década de 1960, a posição sentada tornou-se a preferida na tentativa de reduzir o desconforto e fadiga típica do trabalho dental.

No entanto, estudos apontam que, até os dias de hoje, a postura de trabalho sentada não eliminou o risco de desconforto e dor musculoesquelética. 

Postura sentada

Sentar é uma posição antifisiológica, que provoca grande pressão nos discos intervertebrais.

Estudos apontam que mesmo numa postura sentada considerada “ideal”, a mudança da posição de bipedestação para sedestação aumenta em 35% a pressão interna no núcleo dos discos intervertebrais e todas as estruturas que ficam na parte posterior da coluna vertebral são tensionadas, contribuindo para a alta prevalência de dor lombar em cirurgiões-dentistas em todo o mundo até os dias de hoje.

Desta forma, a postura sentada deve ser neutra, mantendo as curvaturas fisiológicas da coluna vertebral (Lordose Cervical: convexidade voltada anteriormente; Cifose Torácica: convexidade voltada posteriormente; Lordose Lombar: convexidade voltada anteriormente).

Curvaturas fisiológicas da coluna vertebral

A postura sentada é descrita como uma postura ereta, dinâmica, com cabeça e tronco alinhados na vertical, membros inferiores fletidos acerca de 90º em quadris e tronco, e pés apoiados no solo.

Nesta postura, as tuberosidades isquiáticas deveriam ser os principais pontos de apoio do corpo.

No entanto, o projeto da maioria dos assentos convencionais não favorece o sentar ereto e dinâmico, aumentando a tensão passiva dos músculos Isquiotibiais, ocorrendo uma rotação pélvica posterior, resultando em uma postura sentada cifótica da coluna lombar.

Contribui-se assim para um único perfil sagital em forma de C que compreende a coluna torácica e lombar, aumentando a lordose cervical e a rotação pélvica posterior. 

Postura sentada

Em 2013, a Associação Brasileira de Normas Técnicas por meio da Comissão de Estudo Especial de Ergonomia – Antropometria e Biomecânica (ABNT/CEE-136), elaborou a NBR ISO 11226.

Esta norma é uma adoção à ISO 11226:2000. A NBR ISO 11226 contém uma abordagem específica sobre a postura estática de trabalho da população adulta.

A amplitude articular máxima é descrita em grau respeitando as estruturas passivas como os ligamentos.

Neste documento, a postura do tronco na posição sentada é considerada aceitável quando a coluna lombar não está retificada (cifose lombar), sendo aceitável a coluna lombar neutra (lordótica).

Entretanto, o ângulo do joelho para a postura sentada, que impreterivelmente era preconizada a 90º, passou a ser considerada aceitável de 90º a 135º. 

Assim, para evitar posições de alcance final potencialmente dolorosas e para facilitar a ativação dos músculos do tronco durante o estar sentado (postura sentada ativa), os benefícios potenciais das posturas da coluna lombar neutra foram enfatizados.

Há um consenso entre vários estudos que a postura sentada lordótica da coluna lombar é tida como a ideal, pois favorece uma postura lombar neutra, minimizando a sintomatologia dolorosa e facilitando a ativação dos músculos do tronco durante o estar sentado.

O desenho biomecânico do assento sela favorece o posicionamento e a manutenção da postura ativa e da coluna lombar neutra. 

Conceito do assento Sela

O conceito do assento tipo sela foi desenvolvido partindo dos estudos apresentados por Corlett (1984; 1988; 1989) que indica qual a postura mais correta para a posição sentada.

Este assento foi desenhado para permitir que as nádegas e coxas não fiquem comprimidas contra a cadeira devido ao suporte firme dos ossos ísquios.

As coxas ficam inclinadas para baixo com um ângulo de 120 a 130º entre coxa e tronco, inclinando a pelve para uma posição quase neutra como se estivesse em pé, e ampliando a angulação do joelho.

Isto permite que a região lombar inferior e tronco superior encontrem uma postura natural e relaxada sem a necessidade de estar encostado.

Os assentos dinâmicos, como o assento tipo sela, favorecem a postura da coluna lombar neutra. O assento dinâmico permite movimento constante, devido ao design da cadeira, enquanto está sentado.

Assento tipo sela

Assim, o assento sela difere essencialmente na forma tradicional de se sentar.

O controle postural requer uma interação completa entre o sistema neural e musculoesquelético. Através de sinais medulares o controle postural é efetuado pela ativação de músculos dos membros e tronco.

Assim, alterações no padrão postural, pela utilização do assento tipo sela, podem causar sintomatologia dolorosa de 2 a 30 dias após o início de sua utilização.

Essa percepção tende a diminuir gradualmente com a adaptação neuromuscular a nova postura de trabalho. 

Desta forma, o assento sela vem sendo utilizado por profissionais da saúde, principalmente por cirurgiões-dentistas, em substituição ao mocho convencional, objetivando medidas preventivas ou corretivas aos problemas posturais, por reduzir a rotação posterior da pelve, por facilitar o posicionamento e a manutenção das curvaturas fisiológicas da coluna vertebral e pela menor compressão intradiscal. 

Para finalizar, o assento sela pode evitar efeitos deletérios, portanto, ser benéfico na prevenção da dor e disfunções da coluna vertebral.

Assim, o assento sela pode ser uma escolha de postura sentada dinâmica e posição de trabalho mais confortável para o Cirurgião-Dentista.

Além disso, sugere-se uma maior reflexão sobre a escolha de assentos odontológicos na prática clínica diante dos aspectos positivos do assento sela. 

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